Equilíbrio comercial de dois países | Comércio internacional | Economia

No modelo de equilíbrio comercial de dois países, supõe-se que haja dois países A e B e eles produzam duas mercadorias - X e Y.

O equilíbrio comercial desses países pode ser analisado sob condições de custo constantes, crescentes e decrescentes, conforme abaixo:

1. Equilíbrio comercial sob custos constantes:

Nesse caso, supõe-se que ambos os países A e B estejam produzindo a custos constantes, de modo que suas curvas de custo de oportunidade sejam linhas retas negativamente inclinadas. Este é o caso clássico do tipo Smith-Ricardo. Isso pode ser explicado na Figura 4.11.

Na Fig. 4.11, AA 1 e BB 1 são as curvas de possibilidade de produção ou curvas de custo de oportunidade dos países A e B, respectivamente. Como a produção nos dois países é governada por custos constantes, as inclinações das curvas de custo de oportunidade permanecem inalteradas e essas são linhas retas negativamente inclinadas. I 1 e I 2 são as curvas de indiferença da comunidade do país A, enquanto I 1 'e I 2 ' são as curvas de indiferença da comunidade do país B. Na autarquia (ausência de comércio), o equilíbrio de consumo e produção de A ocorre em R e que de B ocorre em S devido à tangência entre suas respectivas curvas de custo de oportunidade e curvas de indiferença.

Se o comércio ocorrer, o país A é especializado na produção de Y, pois possui uma vantagem de custo comparativa na produção de Y. O país B é especializado na produção de X, pois possui uma vantagem de custo comparativa no caso dessa mercadoria. Suas respectivas vantagens ou especializações de custo comparativo são evidentes a partir das diferenças nas inclinações de suas curvas de custo de oportunidade. Como existe uma especialização completa, os pontos de produção para os países A e B são respectivamente A e B 1 .

Juntando esses pontos, a linha de taxa de câmbio internacional AB 1 pode ser desenhada. É tangente à curva de indiferença I 2 do país A e à curva de indiferença I 2 'do país B. Portanto, D é o ponto de equilíbrio de consumo de A e D 1 é o ponto de equilíbrio de consumo de B. O país A exporta AE (= CD) quantidade de Y. É igual às importações do país B, que são D 1 E 1 (= C 1 B 1 ). As importações do país A são DE (= AC). São iguais às exportações do país B, que são B 1 E 1 (= C 1 D 1 ).

Assim, as exportações de cada país são apenas suficientes para pagar por suas importações e há equilíbrio em relação à demanda e oferta nos dois países. Além disso, o comércio transfere o equilíbrio do consumo nos dois países para suas curvas de indiferença comunitária mais altas. Essa é uma medida de ganho do comércio para os dois países.

O equilíbrio comercial sob condições de custo constantes também pode ser explicado com a ajuda do diagrama de caixas de Edgeworth. Supõe-se que existem dois países A e B. Na ausência de comércio, cada um deles produz as mercadorias X e Y. De acordo com a Fig. 4.12, a Fig. Com origem como O está preocupada com o país A e que com origem O 1 diz respeito ao país B. PP 1 é a curva de custo de oportunidade do país A e PP 2 é a do país B. Como os dois países estão produzindo sob condições de custo constantes, essas curvas de oportunidade podem ser negativamente inclinadas em linhas retas.

A 1 e A 2 são as curvas de indiferença da comunidade do país A. B 1 e B 2 são as curvas de indiferença da comunidade do país B. Na ausência de comércio, o equilíbrio de consumo e produção no país A é determinado em R, onde o custo de oportunidade a curva PP 1 (que é a linha de taxa de câmbio doméstica do país A) torna-se tangente à curva de indiferença A. Esse país produz e consome a quantidade CR de X e a quantidade RD de Y, respectivamente. Da mesma forma, o ponto T é o ponto de equilíbrio de consumo e produção do país B. Nesse ponto, a curva de custo de oportunidade PP 2 é tangente à curva de indiferença B 1 deste país. Em T, o país B produz e consome a quantidade TF de X e a quantidade ET de Y.

Se o comércio começar, o país A se especializará completamente na produção de Y e o país B se especializará completamente na produção de X commodity. O PP 3 representa a linha de taxa de câmbio internacional para eles. Dado o PP 3, a curva de indiferença comunitária mais alta A 2 do país A tem tangência com a linha da taxa de câmbio internacional em S. Nesse ponto, o país A consome a quantidade SM de Y e a quantidade SN de X.

A linha de taxa de câmbio internacional PP 3 também é tangente à curva de indiferença comunitária B 2 do país B em S. Portanto, S é o ponto de equilíbrio comercial de ambos os países. Nesse ponto, o país B consome a quantidade SN 1 de X e a quantidade SM 1 de Y. O país A, especializado na produção de Y, consumirá ela mesma quantidade SM e o restante da produção SM 1 será exportado para o país B.

Ao mesmo tempo, o país B, especializado na produção de mercadoria X, consome a quantidade SN 1 dela mesma e a quantidade restante SN é exportada para o país A. Assim, o país A exporta quantidade SM 1 de Y para B e importa quantidade SN de X daquele país. Essa troca resulta em ganhos para os dois países, pois ambos estão em melhor situação após o início do comércio e cada um deles muda para sua curva de indiferença comunitária mais alta.

2. Equilíbrio comercial sob custos crescentes:

A produção sob condições de custos constantes é apenas um caso especial que pode não existir na vida real. Eventualmente, a lei de retornos decrescentes ou custos crescentes se torna aplicável em quase todos os campos da produção. Como a relação de custo tende a aumentar, as curvas de custo de oportunidade ou de possibilidade de produção pertencentes aos países comerciais são curvas côncavas negativamente inclinadas em relação à origem. O equilíbrio comercial relacionado a dois países sob as condições de aumento de custos é explicado na Figura 4.13.

Na Fig. 4.13, a comunidade X é medida ao longo da escala horizontal e a comunidade Y é medida ao longo da escala vertical. A figura 4.13 (i) diz respeito ao país A e a figura 4.13 (ii) diz respeito ao país B. AA 1 é a fronteira de produção ou curva de custo de oportunidade do país A e BB 1 é a fronteira de produção do país B.

Na Fig. 4.13 (i), C é o ponto de equilíbrio de consumo e produção do país A na ausência de comércio, porque é o ponto de tangência entre a curva de indiferença comunitária I 1 e a linha de taxa de câmbio doméstica PP e também o ponto de tangência entre a curva de oportunidade AA 1 e a linha de taxa de câmbio PP. Se o comércio começar, esse país será especializado na produção de commodities em Y. Isso é evidente a partir da inclinação de AA 1 .

Dada a linha de relação de troca internacional P 1 P 1, o equilíbrio da produção nesse país é determinado em F, onde P 1 P 1 é tangente a AA 1 . O equilíbrio do consumo é determinado em E, onde P 1 P 1 é tangente à curva de indiferença comunitária mais alta I 2 do condado A. Esse país exportará a quantidade DF de Y para o país B e importará a quantidade DE da comunidade X desse país.

Na Fig. 4.13 (ii), C1 é o ponto de equilíbrio de consumo e produção do país B na ausência de comércio. Nesse ponto, a linha de taxa de câmbio doméstica PP é tangente à curva de possibilidade de produção BB 1 e à curva de indiferença da comunidade I 1 . Se o comércio começar, este país decidirá se especializar na produção de X-community. Isso é evidente a partir da inclinação da curva de custo de oportunidade BB 1 deste país.

A linha de razão de troca internacional P 1 P 1 é tangente a BB 1 em F 1, que é o ponto de equilíbrio da produção e é tangente à maior curva de indiferença da comunidade I 1 em E 1, que é o ponto de equilíbrio do consumo. Como o equilíbrio do consumo nos dois países muda para suas respectivas curvas de indiferença mais altas, ambos obtêm ganhos do comércio. O país B exporta D 1 F 1 (= DE) quantidade de mercadoria X para o país A. Ao mesmo tempo, B importa D 1 E 1 (= DF) quantidade de mercadoria Y do país A.

3. Equilíbrio comercial sob custos decrescentes :

Se a produção é governada por retornos crescentes de escala ou custos decrescentes, a curva de possibilidade de produção é uma curva convexa negativamente inclinada para a origem. O equilíbrio comercial referente a dois países A e B pode ser explicado com a ajuda da Figura 4.14.

Na Figura 4.14, os dois países produzem sob condições de retornos crescentes ou custos decrescentes, de modo que suas curvas de custo de oportunidade são curvas convexas negativamente inclinadas para a origem. Dadas as diferentes dotações de fatores, AA 1 é a curva de custo de oportunidade do país A e BB 1 é a curva de custo de oportunidade do país B.

Na ausência de comércio, o equilíbrio de consumo e produção do país A é determinado em C, onde sua linha de taxa de câmbio doméstica PP é tangente a AA 1 e à comunidade, curva de diferença I 1 . O equilíbrio de produção e consumo do país B é determinado em D, onde a linha de taxa de câmbio doméstica P 1 P 1 deste país é tangente à sua curva de custo de oportunidade, bem como à sua curva de indiferença comunitária I 1 .

Se o comércio começar, o país A se especializará completamente na produção de mercadoria Y e B se especializará completamente na produção de mercadoria X. Isso se deve às respectivas vantagens de custo comparativas e custos decrescentes. A linha da taxa de câmbio internacional é AB 1 . O equilíbrio da produção do país A é determinado no ponto A, que é o limite máximo de produção da mercadoria Y. Para o país B, o equilíbrio da produção é B 1, o limite máximo de produção dessa mercadoria pelo país B.

Assumindo gostos idênticos nos dois países, o equilíbrio do consumo de ambos é determinado pela tangência da linha de taxa de câmbio internacional AB 1 e pela curva de indiferença de mercadorias I 2 . Cada país consome OQ da mercadoria X e OU da mercadoria Y.

O país A exporta a quantidade AR de Y para o país B e importa a quantidade RE (= OQ) de X a partir dele. O país B, por outro lado, exporta a quantidade B 1 Q (= RE) de mercadoria X para o país A e importa a quantidade EQ (= AR) de mercadoria Y a partir dele. Essa troca garante ganhos do comércio para os dois, porque seu equilíbrio de consumo muda para a maior curva de indiferença da comunidade I 2, refletindo maior bem-estar para cada um deles.

 

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